sexta-feira, 20 de abril de 2012


XII TAPIRI PEDAGÓGICO
DOS CAMPOS, ÁGUAS E FLORESTAS DA AMAZÔNIA
PARAENSE

EDUCAÇÃO ESCOLAR DO CAMPO E INDÍGENA: Projeto Político Pedagógico e cosmologias no contexto de
práticas de professores  

Data: 27 de abril de 2012
Local: IFPA-CAMPUS CASTANHAL
Das 8h30 às 17h.

APRESENTAÇÃO

O “XII Tapiri Pedagógico” se concretiza como uma das diversas atividades e ações –, dentre as quais, “Cafés Pedagógicos” (2008), “Roda de Conversa Indígena” – 2008, organizadas pelo Fórum Paraense de Educação do Campo/FPEC. Os “Cafés têm o nome de Tapiris Pedagógicos”, a partir de 2009; assim, o I Tapiri foi realizado no Fórum Social Mundial –, esses são construídos a partir de discussões temáticas que surgem das plenárias do FPEC, que, em geral, contam com a participação de representantes de Movimentos Sociais, Poder Público, Professores, estudantes e Pesquisadores. O Fórum Paraense tem sua sede no ICED/UFPA.  Tais eventos visam articular, discussões temáticas, na intenção de contribuir à elaboração de Políticas Educacionais para os povos do Campo, águas e florestas. Nesse sentido, este é um evento que se caracteriza como momento reflexivo e formativo, de forma a pontuar a atualidade das questões étnicas, com foco, no desenvolvimento da consciência humana – negra, e na diversidade cultural, a afro-brasileira, de forma a possibilitar inter-relação entre universidade, escola e sociedade amazônica. Consciência, cultura e educação como debate social, contrapontos ao pensamento hegemônico que tentou destruir identidades negras, por meio de um ideário heterônomo, que as relegou ao esquecimento, e até as destruiu na cultura escrita, que remete para a escolar.
JUSTIFICATIVA

A Educação é um tema atual que suscita muitas discussões, seja institucionalmente, pela família, movimentos sociais e, também, entre a sociedade civil. Hoje, 2012, no âmbito, do Poder Público, seja este local, regional ou em um contexto mais amplo, não se deve pensar em Educação desvinculada de um conjunto de políticas, associadas a todo um contexto que interfere sobre diversos aspectos na Educação que está sendo proposta para sociedade.  Assim, não é qualquer concepção de educação, diversidade  e direitos sociais e humanos que deve estar no solo da educação escolar. Nessa direção se deve pensar em Políticas de Educação vinculadas a outras ações políticas, em especial, as de caráter econômico e social. Por tudo isso, a necessidade de implementações de ações de geração de direitos é que é atual, instâncias coletivas, como o FPEC e Universidades, Movimentos do Campo e indígenas, pautar o debate para fortalecer políticas públicas com caráter de Estado, em que suas diretrizes de planejamento e operacionalidades tenham inter-relação com a vida social inter-étnica, na perspectiva de pontuar a importância de ir além de idéias eurocêntricas. Em diálogo e tensão entre concepções modernas e tradicionais, se tem a dimensão ameríndia de territorialidade, que apresenta cenários de desigualdade, que se remete a educação escolar. Como se configuram, cosmologias indígenas e camponesas na educação escolar? O que está inscrito em seus projetos político pedagógicos? Quais tecnologias educacionais estão sendo desenvolvidas no processo de formação de crianças, jovens e adultos da educação básica, no âmbito de perspectivas culturais indígenas e camponesas? Iniciar o processo de exposição, debate e contribuição para socialização e inserção dessas tecnologias nas políticas/materiais educacionais é possível realizar para superar um pensar heterônomo, que traz práticas excludentes à diversidade cultural e à inclusão social.

OBJETIVOS

Propiciar um momento de diálogo e apreensão de Projetos Político-Pedagógicos, tecnologias educacionais no contexto da História do campo e Indígena do Pará, entre a comunidade acadêmica, representantes do Poder Público Local, como Secretários Municipais de Educação, lideranças Locais, Movimentos Sociais, professores, graduandos, estudantes de pós-graduação e Pesquisadores sobre a influência da legislação, política econômica, social e mais discussão das políticas étnicas e seus reflexos no contexto da Educação dos Povos do Campo e Indígenas, para tecer registros histórico-educativos e encaminhamentos para novas Políticas Públicas, aos poderes públicos.

PROGRAMAÇÃO
8:30 h – Abertura: Profº Fernando Arthur Neves, Ana Tancredi,  Ednaldo Araújo, Georgina Kalife, Salomão Hage,  Adriano Sales,   MEC-SECADI, FUNAI, MST,  SEDUC, SEMED-Cast., Liderança Indígena/Campo,Marlene Freitas, Raquel Ferreira,  Neila Reis.
Coord. Mesa: Raimundo Leite
9h - Mesa 01: Educação Escolar Indígena no contexto das políticas públicas: Projeto Político Pedagógico entre cosmologia e tecnologias
Representantes indígenas do nordeste Professor Escola Ita Putyr, Escola Félix Tembé, Escola Francisco Magno. Representante Indígena de Marabá. Representante Indígena de Altamira.
Coord. Mesa: Profª Eneida Assis 
 14 h - Mesa 02: Educação Escolar do  campo no contexto das políticas públicas: projeto político pedagógico entre cosmologia e tecnologias. MST, EFAs, CFRs, Escola Remígio Fernandez.
Coord. Mesa: Prof. Evanildo Estumano
19: 30h - Momento Cultural: GETI e/ou outros
Coordenação do Evento: UFPA - Neila Reis, Evanildo Estumano, Raimundo Leite, Salomão Hage, Orlando Souza, José Bittencourt; IFPA - Castanhal: Fernando Favacho, Renilton Cruz, Marcelo Ferreira.
Assessoria: Elizabeth Garcia, Luciana, Willy, Maria de Jesus, Milton Miranda,Thiago Borges, Samily Maria, Felipe Gomes e Uany Caroline.

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